A busca por aumentar o tamanho do pênis é uma preocupação comum entre homens, influenciada por questões de autoestima e confiança sexual. Estima-se que metade dos homens desejam ter um pênis maior, gerando ansiedade em alguns casos. O tamanho médio de um pênis flácido é de aproximadamente 9 cm, com variações consideráveis.
O mercado de aumento peniano tem crescido, oferecendo diversas opções. É crucial que homens e profissionais de saúde tenham acesso a informações precisas sobre as técnicas disponíveis para decisões conscientes. Em alguns casos, a preocupação excessiva com o tamanho do pênis pode indicar transtorno dismórfico peniano, uma condição psiquiátrica que requer tratamento especializado.
As técnicas não cirúrgicas são frequentemente a primeira escolha. Entre elas, os extensores penianos aplicam tração ao pênis por longos períodos, podendo resultar em um aumento médio de 1 a 1,5 cm, tanto flácido quanto ereto. O uso exige disciplina e pode levar meses para apresentar resultados, com a desvantagem de o tamanho tender a diminuir ao interromper o uso. Irritação na pele, dor e hematomas são possíveis complicações.
Bombas de vácuo, que aumentam o fluxo sanguíneo para a região, são usadas para disfunção erétil, mas não há evidências de que aumentem o tamanho do pênis. Seu uso para este fim é considerado um mito e pode causar lesões e entorpecimento.
Técnicas de preenchimento, como a injeção de ácido hialurônico, podem aumentar a circunferência em cerca de 2 cm, com resultados temporários que duram de meses a um ano e meio. Há risco relativamente baixo de complicações, mas podem ocorrer inchaço, hematomas e irregularidades. A lipoenxertia (preenchimento com gordura do próprio paciente) é menos comum devido a riscos de fibrose e migração da gordura. O uso de polimetilmetacrilato pode levar a inflamações crônicas. O preenchimento com ácido hialurônico é a opção preferível, porém, relatos de necrose reforçam a necessidade de um urologista experiente.
Medicamentos e suplementos que prometem crescimento peniano carecem de comprovação científica e podem ser prejudiciais à saúde. A consulta médica é essencial antes de usar qualquer produto do tipo.
As cirurgias de aumento peniano são indicadas para casos específicos, como micropênis, ou para quem busca resultados mais duradouros. A liberação dos ligamentos penianos pode aumentar o comprimento do pênis flácido em média de 2 a 2,5 cm. As complicações mais comuns são hematomas e infecção da ferida cirúrgica. A lipossucção ou dermolipectomia púbica removem o excesso de gordura na região, tornando o pênis mais visível.
Para engrossar o pênis, retalhos de pele da região escrotal podem ser utilizados. Uma técnica mais recente utiliza tanto o tecido escrotal quanto o que recobre os testículos, permitindo um tecido mais espesso e vascularizado.
Em casos de micropênis ou amputação, procedimentos mais complexos como a faloplastia são necessários. A faloplastia reconstrói o pênis utilizando tecidos de outras partes do corpo, visando restaurar a função sexual e urinária. É uma cirurgia complexa, com riscos de complicações como fístulas, estenoses e necrose.
A mobilização total dos corpos cavernosos (TCM) é uma técnica cirúrgica que visa aumentar o comprimento do pênis através da liberação de suas fixações ósseas.
O aumento peniano é uma questão complexa, e a consulta com um urologista especializado é fundamental para avaliar a elegibilidade para as diferentes técnicas, discutir resultados esperados e tomar uma decisão informada. As pesquisas continuam, buscando otimizar as técnicas existentes e avaliar novas abordagens, como a terapia com células-tronco e a engenharia de tecidos. Estudos clínicos rigorosos são necessários para avaliar o impacto dessas técnicas na saúde sexual e mental dos pacientes.
Fonte: saude.abril.com.br









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