O que é uma crise convulsiva
Uma crise convulsiva ocorre quando há uma despolarização elétrica inadequada em uma região do cérebro, levando a uma descarga elétrica inesperada. Este fenômeno afeta cerca de 65 milhões de pessoas no mundo inteiro, segundo a Liga Brasileira de Epilepsia (LBE). As crises se manifestam por meio de contrações musculares involuntárias, movimentos desordenados e, com frequência, perda de consciência.
Recentemente, o tema ganhou destaque nas redes sociais devido à saída do ator Henri Castelli do 'Big Brother Brasil 26'. O ator precisou deixar o reality show após sofrer crises convulsivas e receber atendimento médico. Segundo o neurologista André Luis Borba Lima, as crises variam conforme a região cerebral afetada. Se a área motora for atingida, ocorrem espasmos musculares; se a área visual, podem surgir alucinações visuais; já na área temporal, podem ocorrer alucinações auditivas ou olfativas.
Tipos de Crises Convulsivas
As crises convulsivas podem ser classificadas como focais, quando afetam uma área específica do cérebro. Estas se dividem em perceptivas, onde o paciente está consciente do que ocorre, e não perceptivas, quando não há percepção da crise. As convulsões focais podem se generalizar, espalhando-se para ambos os hemisférios cerebrais.
As crises tônico-clônicas generalizadas, como as sofridas por Henri Castelli, são as mais comuns e envolvem alterações de consciência. A localização e a extensão da despolarização cerebral determinam a natureza dessas alterações.
Crises convulsivas no BBB 26
As convulsões foram destaque nas redes sociais após o ator Henri Castelli deixar o 'Big Brother Brasil 26' devido a crises convulsivas. O episódio trouxe à tona discussões sobre esse problema de saúde, que afeta aproximadamente 65 milhões de pessoas ao redor do mundo, conforme dados da Liga Brasileira de Epilepsia (LBE).
Segundo o neurologista André Luis Borba Lima, de Belém, as convulsões são causadas por descargas elétricas anormais no cérebro, que podem levar a espasmos involuntários e perda de consciência. No caso de Castelli, ele sofreu crises tônico-clônicas generalizadas, comuns quando as descargas elétricas se espalham para ambos os hemisférios cerebrais, afetando a consciência de acordo com a localização das descargas.
Tipos de Crises Convulsivas
As crises convulsivas podem ser classificadas de acordo com as áreas do cérebro afetadas. Crises focais ocorrem quando a descarga elétrica se limita a uma região específica, podendo ser perceptivas ou não perceptivas. Quando as descargas se espalham, podem evoluir para crises generalizadas.
O neurologista André Lima explica que as crises na região motora resultam em espasmos musculares, enquanto aquelas que afetam áreas como a visual ou temporal podem causar alucinações de diferentes tipos. A condição não indica, necessariamente, epilepsia, que é diagnosticada após a ocorrência de duas ou mais convulsões.
Diferenças entre síndromes epilépticas e convulsões
Convulsões e síndromes epilépticas são frequentemente confundidas, mas possuem diferenças fundamentais que impactam no diagnóstico e tratamento. As convulsões são caracterizadas como sintomas, manifestando-se através de descargas elétricas anormais no cérebro que resultam em espasmos musculares involuntários e, muitas vezes, na perda de consciência. Essas descargas podem ocorrer em diversas regiões do cérebro, resultando em diferentes tipos de crises, como as focais e as tônico-clônicas generalizadas.
Por outro lado, as síndromes epilépticas são condições crônicas geralmente de origem genética, que se manifestam desde a infância ou em períodos neonatais. O diagnóstico de epilepsia é considerado quando o paciente apresenta duas ou mais convulsões sem causas externas identificáveis. Enquanto convulsões podem ser desencadeadas por fatores como infecções, febres ou traumas cerebrais, as síndromes epilépticas requerem atenção contínua e tratamento específico para controlar a atividade elétrica anormal no cérebro.
Importância do Diagnóstico Diferencial
O diagnóstico diferencial entre convulsões e síndromes epilépticas é crucial para o tratamento eficaz. Identificar se as crises são provocadas por fatores externos, como febres ou infecções, ou se são parte de um quadro epiléptico, ajuda a determinar o melhor curso terapêutico. Enquanto crises ocasionais podem ser tratadas sintomaticamente, as síndromes epilépticas frequentemente requerem medicação antiepiléptica e acompanhamento neurológico contínuo.
Fatores de risco e tratamento para convulsões
Convulsões são fenômenos complexos que podem ser desencadeados por diversos fatores de risco. Entre os mais comuns estão infecções, traumas cranianos, acidentes vasculares cerebrais e até mesmo febres altas, especialmente em crianças e idosos. A presença de lesões cerebrais ou doenças neurológicas também pode aumentar a probabilidade de crises convulsivas.
O tratamento das convulsões envolve uma abordagem médica abrangente, que pode incluir o uso de medicamentos antiepilépticos, intervenções cirúrgicas em casos mais graves e mudanças no estilo de vida para minimizar os gatilhos conhecidos. É essencial que o tratamento seja personalizado, considerando as características individuais de cada paciente e a causa subjacente das convulsões.
Abordagens Terapêuticas para Convulsões
Os medicamentos antiepilépticos são a primeira linha de defesa no tratamento das convulsões. Eles ajudam a estabilizar a atividade elétrica do cérebro, reduzindo a frequência e a intensidade das crises.
Em situações onde os medicamentos não são suficientes, a cirurgia pode ser considerada. Este procedimento visa remover ou alterar a área do cérebro onde as descargas elétricas anormais se originam.
Além dos tratamentos médicos, mudanças no estilo de vida, como a adoção de uma dieta cetogênica, podem ser benéficas. Essa dieta rica em gorduras e pobre em carboidratos tem mostrado eficácia em reduzir convulsões em alguns pacientes.
Fonte: https://www.oliberal.com









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