Sintomas e Transmissão da Mpox
A Mpox, anteriormente reconhecida como monkeypox, continua a ser um foco de atenção das autoridades de saúde no Brasil, especialmente após a identificação de uma nova variante no exterior. No entanto, atualmente, o número de casos no país está em um nível mais baixo, o que não diminui a importância de manter uma vigilância epidemiológica rigorosa e diagnósticos laboratoriais precisos.
Os sintomas clássicos da Mpox incluem febre, aumento dos gânglios linfáticos, conhecido como linfadenomegalia, e lesões cutâneas. Estas lesões podem aparecer como manchas, pápulas ou vesículas, frequentemente confundidas com doenças como catapora ou herpes genital. A infectologista Dra. Melissa Valentini destaca que essas manifestações são típicas da infecção causada por um vírus da mesma família da varíola humana, erradicada globalmente em 1980.
Transmissão da Mpox
Historicamente, a Mpox era rara fora do continente africano e estava relacionada principalmente ao contato com animais infectados. Contudo, desde 2022, observou-se uma mudança significativa no padrão de transmissão, agora predominante através de contato íntimo e relações sexuais desprotegidas.
O surto global de 2022 foi amplamente associado ao clado 2B do vírus, com maioria dos casos registrados em homens que fazem sexo com homens. Embora, em geral, os casos não fossem graves, as lesões eram extremamente dolorosas, especialmente na região anal e perianal. Pessoas com imunossupressão, como aquelas vivendo com HIV e baixa imunidade, enfrentaram um risco aumentado de complicações.
Comportamento Clínico e Linhagens do Vírus
A Mpox, anteriormente chamada de monkeypox, continua sob atenção das autoridades de saúde brasileiras, mesmo com a redução no número de casos. A descoberta de uma nova variante no exterior reforça a necessidade de vigilância rigorosa e diagnósticos precisos no país.
De acordo com a infectologista Dra. Melissa Valentini, a doença é provocada por um vírus da mesma família da varíola humana, erradicada mundialmente em 1980. A Mpox se manifesta com sintomas como febre, linfadenomegalia e lesões cutâneas que podem ser confundidas com catapora ou herpes genital.
Clínica e Transmissão da Mpox
O vírus da Mpox possui dois principais clados: o clado 1, da África Central, associado a casos mais graves, e o clado 2, da África Ocidental, que costuma ser menos agressivo. O surto global de 2022 foi majoritariamente vinculado ao clado 2B, com contágio predominante por contato íntimo.
A maior parte dos infectados apresentava sintomas não graves, mas dolorosos, especialmente em áreas como a anal e perianal. Indivíduos imunossuprimidos, principalmente aqueles com HIV e baixa imunidade, estavam mais sujeitos a complicações. O Brasil, um dos países mais atingidos em 2022, registrou óbitos relacionados à infecção e, atualmente, observa casos esporádicos.
Nova Variante e Implicações
Em 2025, cientistas detectaram uma nova variante da Mpox, resultado da combinação genética dos clados 1 e 2. Casos foram confirmados no Reino Unido e na Índia, sem correlação epidemiológica entre eles, sugerindo transmissões independentes.
A Dra. Melissa Valentini alerta que ainda não está claro se essa variante possui maior transmissibilidade ou gravidade, ou se mantém o padrão de transmissão sexual já conhecido. A situação está sob monitoramento contínuo pela comunidade científica.
Detecção de Nova Variante no Exterior
Recentemente, foi detectada uma nova variante da Mpox no cenário internacional, o que tem despertado atenção das autoridades sanitárias ao redor do mundo. Essa descoberta ocorreu com a identificação de casos no Reino Unido, em dezembro de 2025, e na Índia, em setembro do mesmo ano. A variante é resultado de uma mistura genética entre linhagens dos clados 1 e 2.
A infectologista Dra. Melissa Valentini destaca que os casos detectados não possuem ligação epidemiológica direta, sugerindo que as transmissões ocorreram de forma independente. Apesar disso, ainda não se sabe se essa nova variante apresenta maior transmissibilidade ou gravidade em comparação às linhagens anteriores. A especialista frisa a importância do monitoramento contínuo para entender melhor o comportamento deste novo cenário.
Diagnóstico, Isolamento e Vacinação
O diagnóstico preciso da Mpox é essencial para controlar a propagação da doença, especialmente após a detecção de uma nova variante. O Brasil continua a investir em testes laboratoriais avançados para identificar rapidamente casos suspeitos e confirmar infecções. Esse processo é crucial para garantir o isolamento adequado dos pacientes e prevenir surtos.
O isolamento de indivíduos infectados segue diretrizes rigorosas, alinhadas com recomendações internacionais. As medidas de quarentena são necessárias para minimizar o risco de transmissão, especialmente em ambientes de alta densidade populacional. O monitoramento constante das condições dos pacientes também é parte fundamental desse processo.
A vacinação surge como uma ferramenta vital na prevenção da Mpox. O Brasil tem trabalhado para garantir o acesso a vacinas eficazes, que são administradas em grupos prioritários, como profissionais de saúde e pessoas com maior risco de exposição. A imunização não apenas protege indivíduos, mas também contribui para a redução da disseminação do vírus na população.
Importância da Vigilância Epidemiológica
A vigilância epidemiológica é uma parte integrante da estratégia de saúde pública para lidar com a Mpox. Com a descoberta de uma nova variante no exterior, o Brasil reforça seus sistemas de monitoramento para detectar qualquer mudança no padrão de transmissão. A cooperação internacional e o compartilhamento de dados são fundamentais para compreender melhor o comportamento do vírus e adaptar as medidas de prevenção e controle conforme necessário.
Fonte: https://www.oliberal.com









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