Uma alimentação equilibrada é fundamental para regular a tireoide de forma eficaz. Priorizar alimentos ricos em iodo, selênio, zinco e cobre, como peixes, frutos do mar, sal iodado, cereais integrais, carnes e oleaginosas, pode fazer toda a diferença.
Além disso, é importante moderar o consumo de soja, açúcar, pão branco, alimentos ultraprocessados e alguns vegetais como brócolis e couve-flor, pois o excesso pode prejudicar o funcionamento da tireoide.
Os alimentos que auxiliam na regulação da tireoide complementam o tratamento médico, mas não substituem os medicamentos prescritos pelo endocrinologista em casos de hipotireoidismo.
Alimentos essenciais para a tireoide
Sal iodado:
O sal iodado é crucial para prevenir a deficiência de iodo, mineral essencial para a produção dos hormônios da tireoide. A deficiência de iodo pode causar bócio e, em casos mais graves, hipotireoidismo.
O consumo moderado, entre 3 a 5g por dia, é o ideal, pois tanto a deficiência quanto o excesso podem levar a desregulações na tireoide.
Peixes e frutos do mar:
Peixes como cavala, bacalhau, atum, salmão, e frutos do mar como marisco e camarão, além de algas como wakame e spirulina, são ricos em iodo e ômega-3.
Esses nutrientes contribuem para reduzir a inflamação e regular a produção dos hormônios da tireoide.
Adicionalmente, são fontes de selênio, mineral que ajuda a regular a tireoide e cuja deficiência pode favorecer o surgimento de bócio.
Cereais e grãos integrais:
Cereais e grãos integrais como aveia, arroz integral, quinoa, trigo integral, feijão e grão-de-bico são ricos em zinco, mineral essencial para a produção de hormônios na tireoide.
A falta de zinco pode agravar o hipotireoidismo em pessoas que já possuem a doença, além de contribuir para o seu desenvolvimento.
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Carnes:
Carnes como carne de boi, frango, porco e vísceras são fontes de zinco e ferro, nutrientes que auxiliam na produção de hormônios da tireoide e na proteção contra inflamações.
As carnes também são fontes de vitamina B12, cuja falta pode agravar os sintomas de hipotireoidismo, como cansaço e falta de memória.
O cobre, encontrado em carnes e vísceras, também ajuda a regular a tireoide por sua ação antioxidante, essencial na função dos hormônios tireoidianos.
Oleaginosas e sementes:
- Oleaginosas como castanhas, nozes e amêndoas, e sementes de linhaça, abóbora e girassol, são fontes de selênio, zinco, vitamina E e ômega-3, que ajudam a reduzir a inflamação e manter a tireoide saudável.
- A castanha-do-pará é a oleaginosa mais rica em selênio, e 1 a 2 unidades por dia são suficientes para suprir a recomendação diária desse mineral.
Alimentos a serem evitados
Alguns alimentos devem ser evitados em excesso e por longos períodos, como:
- Soja e derivados (leite de soja, tempeh, tofu): consumo máximo de 2 vezes por semana.
- Alimentos ultraprocessados (pizza, molhos prontos, macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote).
- Açúcar e farinhas refinadas (pão branco, bolo, biscoito, refrigerante, sorvete).
- Vegetais crucíferos cozidos (couve-flor, couve, nabo, rabanete, brócolis, repolho, couve-de-bruxelas): consumo de 1 a 2 vezes na semana.
Esses alimentos podem dificultar a absorção de nutrientes importantes para a tireoide e, no caso da soja, os fitoestrógenos podem interferir na produção dos hormônios dessa glândula em pessoas com problemas na tireoide.
Fonte: https://www.tuasaude.com








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