O ataque isquêmico transitório (AIT) se manifesta como uma breve interrupção do fluxo sanguíneo cerebral, originada pelo bloqueio de uma artéria.
Essa interrupção temporária priva o cérebro de oxigênio, desencadeando sintomas neurológicos como formigamento em um dos lados do corpo, dificuldade na fala ou um desvio na boca.
Embora seus sintomas mimetizem os de um acidente vascular cerebral (AVC), o AIT distingue-se pela sua curta duração, geralmente de poucos minutos, com resolução espontânea e sem sequelas duradouras.
Apesar de sua natureza transitória, o AIT não deve ser negligenciado. Ele age como um sinal de alerta crucial, indicando uma propensão do organismo à formação de coágulos.
Por essa razão, a busca por atendimento médico imediato, seja com um clínico geral ou neurologista, é fundamental para mitigar o risco de um AVC subsequente.
Sintomas do AIT
Os sintomas característicos de um AIT incluem paralisia e formigamento faciais unilaterais, fraqueza e dormência em um braço e perna do mesmo lado do corpo, dificuldade na articulação da fala, visão turva ou dupla, dificuldade em compreender instruções simples, confusão repentina, cefaleia súbita, tonturas e desequilíbrio.
A intensidade desses sintomas é notável durante alguns minutos, desaparecendo por completo em até uma hora após o início.
Reconhecer esses sinais é crucial, pois o AIT pode preceder um AVC nas horas seguintes. Embora, na maioria dos casos, o AIT não deixe sequelas permanentes devido à breve interrupção do fluxo sanguíneo, a duração, gravidade e área cerebral afetada podem, em algumas situações, resultar em sequelas leves.
O diagnóstico do AIT é estabelecido por um profissional de saúde, com base no relato dos sintomas, seu início e duração, bem como no histórico de saúde do paciente e de seus familiares.
Adicionalmente, exames de sangue, ultrassonografia ou tomografia computadorizada podem ser solicitados para descartar outras condições e identificar a causa do evento, prevenindo novas ocorrências. A realização desses exames é recomendada nas primeiras 24 horas após o ataque isquêmico.
Causas
As causas do AIT estão intrinsecamente ligadas ao bloqueio de uma artéria cerebral, que pode ser desencadeado por trombose de grandes artérias, embolia cardíaca, doenças das grandes artérias como aterosclerose ou estenose, fibrilação atrial, vasculite, ataque cardíaco prévio ou anomalias estruturais do coração.
Fatores como hipertensão, colesterol elevado, diabetes, tabagismo, obesidade, idade avançada e histórico de AVC ou AIT anterior elevam o risco de AIT. Outras condições, como apneia do sono, doença arterial periférica, consumo de álcool ou drogas e níveis elevados de homocisteína, também podem contribuir para o surgimento do AIT.
Tratamento
O tratamento do AIT envolve o uso de medicamentos como antiplaquetários (ácido acetilsalicílico ou clopidogrel), anticoagulantes (varfarina, heparina, rivaroxabana, dabigatrana ou edoxabana), estatinas (rosuvastatina e atorvastatina) e anti-hipertensivos. Em pacientes diabéticos, o uso de antidiabéticos, como a metformina, pode ser recomendado.
Em casos específicos causados por estreitamento grave das artérias, intervenções cirúrgicas como angioplastia com stent ou endarterectomia carotídea podem ser consideradas para restaurar o fluxo sanguíneo.
Adotar hábitos saudáveis após um AIT é fundamental para reduzir o risco de novos eventos. Isso inclui uma alimentação balanceada, prática regular de exercícios físicos, manutenção de um peso saudável, abstinência do tabagismo, moderação no consumo de álcool e controle do estresse.
Essas medidas complementam o tratamento medicamentoso e contribuem para a proteção cerebral a longo prazo.
Fonte: www.tuasaude.com








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