Manter a higiene da escova de dentes é crucial para uma saúde bucal impecável. Um hábito fundamental é lavar as mãos antes de iniciar a escovação, já que as mãos carregam diversos micro-organismos que podem desequilibrar a microbiota bucal e causar doenças.
Após a escovação, a escova fica naturalmente contaminada com bactérias da boca. A maneira mais simples de eliminar esses micro-organismos é enxaguar bem a escova e deixá-la em um local seco, arejado e iluminado. Esse ambiente inibe a proliferação das bactérias, que preferem locais quentes, úmidos e escuros.
Para reforçar a higiene, pode-se utilizar agentes antimicrobianos como o cloreto de cetilpiridínio. Outra alternativa é o hipoclorito de sódio, usado para desinfetar frutas e verduras.
A solução deve ser preparada com algumas gotas diluídas em água, onde a escova deve ser imersa por dez minutos, enxaguada e deixada para secar naturalmente. A solução nunca deve ser reutilizada, pois, com o tempo, se torna um “caldo de bactérias”.
Segundo Marcelo Cavenague, cirurgião-dentista e Presidente da Câmara Técnica de Periodontia do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), não há risco de danificar as cerdas com essa higienização, a menos que a escova tenha cerdas naturais ou cabo de bambu.
“O mesmo procedimento vale para escovas elétricas, higienizadores de língua e próteses”, garante o especialista.
É essencial que cada pessoa tenha seu próprio suporte ou copo para guardar a escova, evitando a contaminação cruzada, principalmente se alguém da família estiver doente.
As capas plásticas devem ser utilizadas apenas durante o transporte, como em viagens, protegendo as cerdas. No entanto, não devem ser usadas em casa após a escovação, pois dificultam a evaporação da umidade e favorecem o surgimento de bactérias.
Fonte: https://saude.abril.com.br









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